Com base no sistema de transformação de energia mecânica em hidráulica, a tomada de força atua como um dos elementos principais para os diversos implementos.

Aliando dois métodos de transmissão de energia, a movimentação de cargas feitas sobre chassi de caminhão alia os princípios mecânicos e hidráulicos para diversas e variadas utilizações. Para um melhor rendimento e um sistema que possa atuar sem causar danos ou problemas é essencial o cuidado na escolha com um dos elementos que faz a transferência de energia de um método para outro, a tomada de força.

Como elemento que faz a extração parcial da potência do motor para acionamento de equipamento/implemento cabe definir alguns pontos a serem determinados antes da escolha da tomada.

Existem três sistemas de utilização de tomadas de força nos veículos que são mais utilizados, com funcionamento acoplado à caixa de câmbio, diretamente no motor e com tomada entre a embreagem e o motor. Habitualmente as tomadas de força utilizadas são as que estão acopladas à caixa de câmbio, e esse modelo depende do divisor de marchas, indicado para casos em que o acionamento do equipamento instalado será feito exclusivamente com o veículo parado, como o caso de guindautos, caçambas basculantes, poliguindastes e outros. Nesse texto não entraremos em detalhes dos sistemas de tomadas de força acionadas com ligação direta no motor ou nos modelos que ficam entre a embreagem e o motor, modelos que permitem atuação com o veículo em movimento.

A escolha da tomada de força independe da tração adota no caminhão, seja 6×2, 6×4, 8×4 e outras. Para o trabalho em conjunto com a bomba hidráulica onde efetivamente haverá a transformação de tipo de energia, de mecânica para hidráulica. No sistema de tomada montada junto ao câmbio a conexão pode ser feita por intermédio de eixo cardan ou com acoplamento direto.

No sistema de acoplamento direto da tomada e bomba, por ser um sistema “fechado” a transferência de movimento ocorre de modo mais suave que o acionamento via cardan. O funcionamento da tomada deve feito com o veículo parado e com o câmbio em “ponto-morto”, o acionamento da tomada pode ser feito por meio de cabo de aço ou por sistemas lógicos, que podem diminuir efeitos de trancos e problemas ocasionados por pico de rotação.

A escolha correta de uma Tomada de Força é uma ação de vários benefícios, entre os principais, econômico e durabilidade. A relação entre o câmbio e a Tomada de Força é essencial, visto que um equívoco na escolha do componente provavelmente irá acarretar na quebra das engrenagens do câmbio, por não haver encaixe correto dos dentes.

Para escolha do melhor produto para seu equipamento/implemento, alguns detalhes podem proporcionar um auxílio para modelo adequado.

  • Identificar o modelo da transmissão (caixa de câmbio do veículo);
  • Informar/considerar o tipo de implemento que será instalado;
  • Definir a potência necessária na saída da tomada de força, ou consumida pelo equipamento a ser instalado;
  • Conhecer a rotação desejada para o funcionamento ideal do implemento, tomando como base o motor a 1000 rpm;
  • Para conhecer o torque necessário da tomada de força, aplique a seguinte fórmula: HP = (Nm x rpm /7121);
  • Ciclo/tempo de trabalho;
  • Identificar o sentido de giro do eixo da tomada de força, em relação ao sentido de giro do motor (horário ou anti-horário);
  • Definir se a forma de acoplamento da tomada de força na bomba hidráulica;
  • Definir a posição de montagem da tomada de força.